Legenda questiona suposto uso da máquina pública durante a campanha e mantém três ações na Justiça Eleitoral contra a chapa Lula-Alckmin.
O Partido Novo é a única legenda brasileira que declarou expressamente não reconhecer a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Mesmo após a proclamação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o partido mantém sua posição e afirma que existem irregularidades que precisam ser analisadas pela Justiça Eleitoral.
Ao todo, 27 partidos políticos já reconheceram a reeleição de Lula, incluindo o PL, partido de Flávio Bolsonaro, adversário derrotado no segundo turno. O Mobiliza, por sua vez, ainda não havia se manifestado sobre o resultado no levantamento divulgado em 1º de novembro.
NOVO acusa PT de utilizar máquina pública durante campanha
O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que a legenda não pretende mudar seu posicionamento enquanto estiver questionando judicialmente a chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin.
Segundo o dirigente, reconhecer a vitória seria contraditório diante das três ações apresentadas pelo partido à Justiça Eleitoral.
O Novo acusa o governo federal de utilizar recursos públicos e medidas administrativas com finalidade eleitoral. Entre os pontos questionados estão iniciativas relacionadas a programas sociais, subsídios e benefícios anunciados durante o ano eleitoral.
A legenda também critica decisões judiciais tomadas durante a disputa, incluindo a prorrogação do horário de votação no segundo turno, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A ampliação do horário também havia sido solicitada pelo PL.
Partido pede cassação da chapa Lula-Alckmin
O Novo mantém três Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) no TSE, nas quais questiona a conduta da chapa vencedora.
Em uma das ações, a legenda aponta 35 medidas adotadas pelo governo federal em 2026, que, segundo seus cálculos, representariam aproximadamente R$ 99,7 bilhões em despesas e renúncias de receitas.
O partido sustenta que determinadas iniciativas teriam sido utilizadas para favorecer eleitoralmente o presidente durante a campanha.
Entre os episódios questionados estão medidas envolvendo o Bolsa Família, subsídios aos combustíveis e programas de renegociação de dívidas.
As acusações apresentadas pelo Novo ainda dependem de análise judicial e não representam, por si só, comprovação de irregularidades.
Presidente do NOVO diz que não questiona urnas eletrônicas
Eduardo Ribeiro fez uma distinção entre o resultado da contagem dos votos e as condições em que a disputa eleitoral ocorreu.
O dirigente afirmou que o partido não questiona o funcionamento das urnas eletrônicas, mas os meios utilizados pela campanha governista para conquistar a reeleição.
Para o Novo, o debate judicial está relacionado à possibilidade de abuso de poder político e econômico durante o processo eleitoral.
TSE reconheceu vitória de Lula
O Tribunal Superior Eleitoral proclamou a reeleição de Lula em 25 de outubro, após a totalização dos votos.
O presidente recebeu 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 59.826.041 votos, ou 48,21%.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que o processo eleitoral transcorreu com normalidade e segurança.
O resultado proclamado pela Justiça Eleitoral permanece válido enquanto não houver decisão judicial que o modifique.
NOVO mantém posicionamento enquanto aguarda Justiça Eleitoral
O partido afirma que continuará acompanhando o andamento das ações contra a chapa presidencial.
A legenda também informou que seus filiados têm liberdade para manifestar posicionamentos individuais sobre o resultado eleitoral.
Com os processos ainda em análise, o Novo mantém a contestação judicial e a decisão de não reconhecer politicamente a vitória de Lula.
A posse para o novo mandato presidencial está prevista para 1º de janeiro de 2027.










































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