Em discurso na Câmara, deputado critica convite do presidente da República aos chefes do Legislativo e defende a independência entre os Poderes
O deputado federal Luiz Lima (Novo-RJ) criticou, durante discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, o convite feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para acompanhá-lo em uma viagem internacional prevista para novembro.
Ao questionar a aproximação entre os chefes do Executivo e do Legislativo, Luiz Lima chamou atenção para a necessidade de preservar a autonomia das instituições.
“O que eles vão conversar no avião?”, questionou o parlamentar durante o pronunciamento. A declaração foi feita em meio às articulações políticas para a escolha dos próximos presidentes da Câmara e do Senado, prevista para fevereiro de 2027. Lula já manifestou apoio à recondução de Hugo Motta e Davi Alcolumbre aos respectivos cargos.Para Luiz Lima, o Brasil precisa assegurar a independência entre os Poderes, princípio fundamental para o funcionamento da democracia e para o equilíbrio institucional.
O deputado defendeu que o Congresso Nacional exerça suas atribuições de maneira autônoma, especialmente na fiscalização dos atos do governo federal, sem subordinação aos interesses do Palácio do Planalto.
A viagem presidencial está prevista para ocorrer entre os dias 11 e 15 de novembro, com compromissos na Turquia e nas Filipinas. Os convites aos presidentes das duas Casas legislativas foram feitos durante um encontro no Palácio da Alvorada, em 26 de outubro, um dia após o segundo turno das eleições presidenciais.
O parlamentar questionou a conveniência política da iniciativa diante das negociações para o comando do Congresso e ressaltou a importância de preservar a separação entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A Constituição Federal estabelece, em seu artigo 2º, que os Poderes da União são independentes e harmônicos entre si.
A crítica de Luiz Lima ocorre em um momento de reorganização das forças políticas no Congresso Nacional. Enquanto o governo busca consolidar sua base parlamentar, partidos de oposição articulam candidaturas alternativas às presidências das duas Casas.
Para o deputado, a independência do Legislativo deve prevalecer sobre os interesses políticos do governo, garantindo que a Câmara e o Senado cumpram seu papel constitucional de representar a população e fiscalizar o Poder Executivo.









































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