Lançamento da candidatura do senador do PL reuniu parlamentares em Brasília. Marinho afirma contar com mais de 40 votos e busca ampliar alianças para conquistar a presidência da Casa em fevereiro de 2027.
Brasília, 4 de novembro de 2026 — O senador Rogério Marinho (PL-RN) reuniu pelo menos 33 senadores nesta quarta-feira (4), em Brasília, durante o lançamento oficial de sua candidatura à presidência do Senado Federal. O encontro marcou o início de uma nova etapa da articulação da oposição para impedir a reeleição do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Marinho afirmou que já contabiliza mais de 40 votos para a disputa, marcada para 1º de fevereiro de 2027. Para conquistar o cargo, serão necessários 41 votos, considerando a participação dos 81 senadores.
A presença dos parlamentares no evento, entretanto, não representa necessariamente um compromisso formal de voto. Como a eleição é secreta, os apoios anunciados ainda precisarão se confirmar nas urnas. <Cite refs={[“turn606591search1″,”turn606591search3”]}/>
PL aposta na maior bancada do Senado
O Partido Liberal terá 29 senadores na próxima legislatura, formando a maior bancada individual da Casa.
A candidatura de Rogério Marinho também conta com o apoio do Partido Novo, que terá três representantes a partir de 2027.
Juntas, as duas legendas somam 32 parlamentares, nove a menos que o número necessário para eleger o presidente do Senado.
Para ampliar essa base, aliados de Marinho trabalham na aproximação com senadores do Republicanos, PP, MDB, Podemos e PSD, além de integrantes de outras legendas que não concordam com a recondução de Alcolumbre.
A estratégia inclui conquistar votos individuais, mesmo entre partidos cujas direções já tenham anunciado apoio ao atual presidente. <Cite refs={[“turn606591search6″,”turn606591search9”]}/>
Marinho critica Alcolumbre e promete independência do Senado
Durante o lançamento da candidatura, Rogério Marinho fez críticas ao governo Lula e à atual condução do Senado.
O parlamentar afirmou que, caso seja eleito, pretende exercer uma presidência independente, com respeito às prerrogativas constitucionais do Congresso Nacional.
Marinho também defendeu maior fiscalização do Poder Executivo e afirmou que o Senado não poderá ser omisso diante de eventuais descumprimentos da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Apesar das críticas ao governo federal, declarou que não pretende utilizar o comando da Casa para impedir automaticamente a aprovação de propostas apresentadas pelo Palácio do Planalto.
O senador também voltou a defender a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, uma das principais pautas de setores da oposição. <Cite refs={[“turn606591search3″,”turn606591news12”]}/>
Votação secreta preocupa aliados da oposição
Um dos principais desafios da candidatura de Marinho é garantir que os apoios políticos se transformem em votos efetivos.
A eleição para a presidência do Senado ocorre por votação secreta, o que permite que parlamentares votem de maneira diferente da posição anunciada publicamente.
Diante disso, Marinho defende que senadores alinhados à oposição revelem voluntariamente seus votos.
A iniciativa busca demonstrar o compromisso dos parlamentares com a candidatura e reduzir o risco de divergências entre os acordos partidários e o resultado da eleição.
Alcolumbre, por sua vez, mantém negociações com partidos de centro e integrantes da base do governo Lula, além de buscar apoio de senadores de outras correntes políticas. <Cite refs={[“turn606591search2″,”turn606591search7”]}/>
Tereza Cristina também participa das articulações
A disputa pela presidência do Senado envolve ainda a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que mantém seu nome à disposição.
Marinho e Tereza discutem a possibilidade de unificar as candidaturas da oposição antes da votação de fevereiro.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, os dois parlamentares estabeleceram um entendimento para avaliar, em janeiro, qual candidatura será mantida.
Até o momento, porém, não existe confirmação de que Tereza Cristina tenha desistido da disputa.
A movimentação também provoca divergências dentro do PP, partido que integra a federação União Progressista, cuja direção anunciou apoio à reeleição de Alcolumbre. <Cite ref=”turn606591news16″/>
Disputa definirá o comando do Senado até 2029
A eleição de 1º de fevereiro de 2027 definirá o presidente do Senado para o biênio 2027-2028.
Além de conduzir as sessões, o presidente da Casa exerce influência sobre a organização da pauta legislativa, a tramitação de propostas e as articulações políticas no Congresso Nacional.
A disputa também ocorre em um momento de reorganização das forças partidárias após as eleições de outubro, com o PL ampliando sua representação no Senado.
Com 33 senadores presentes no lançamento e a declaração de que já possui mais de 40 votos, Rogério Marinho tenta consolidar uma candidatura capaz de enfrentar Davi Alcolumbre. A definição, entretanto, dependerá das negociações dos próximos meses e da votação secreta em fevereiro.









































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