Uma grande operação realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (25), desmantelou um esquema de lavagem de dinheiro operado pelas fintechs 2GO Bank e Invbank. As investigações apontam que as duas empresas foram utilizadas como ferramentas para ocultar os verdadeiros beneficiários de recursos ilícitos, movimentando valores oriundos da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Batizada de Operação Hydra, a ação resultou na prisão preventiva do policial civil Cyllas Salerno Elia Júnior, que estava afastado de suas funções desde dezembro de 2022, e no cumprimento de dez mandados de busca e apreensão em diversos endereços localizados em São Paulo, Santo André e São Bernardo do Campo. A Corregedoria da Polícia Civil está acompanhando os desdobramentos da operação e reafirmou o compromisso da Secretaria de Segurança Pública (SSP) em punir qualquer desvio de conduta dentro da instituição.
A investigação foi desencadeada após o depoimento de Antônio Vinicius Gritzbach, colaborador do Ministério Público de São Paulo, que revelou o uso dessas fintechs para o branqueamento de bens e valores ilegais. As empresas envolvidas implementaram uma sofisticada engenharia financeira para disfarçar os verdadeiros donos dos recursos movimentados, oferecendo serviços financeiros alternativos às instituições bancárias tradicionais.
Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de valores em oito contas bancárias e suspendeu temporariamente as atividades econômicas das fintechs 2GO Bank e Invbank. A Polícia Federal segue na mira de outros envolvidos neste esquema de lavagem de dinheiro.
Fonte: Gazeta Brasil
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